yule

Bom Yule para todos.
E para comemorar o primeiro dia do renascer do sol temos acção de consciencialização em Linda-a-Velha.


Google Beat BOX


1) Vão ao Google Translate
2) Coloquem o tradutor a traduzir de Alemão para Alemão (German to German)
3) Copiem esta frase para a caixa de tradução: pv zk pv pv zk pv zk kz zk pv pv pv zk pv zk zk pzk pzk pvzkpkzvpvzk kkkkkk bsch
4) Cliquem em “ouvir" (listen)
5) Curtam!!

E há crominhos a definir os tons e a fazer altas cenas


Retrato do auto-centrado

Vai no seu popó, no quentinho enquanto chove lá fora. Os vidros vão embaciados por causa do aquecimento, mas vai carregando no botão do ar condicionado que lhe desembacia os vidros mal e porcamente enquanto escolhe um preset do radio e equaliza os baixos e o treble.
Mal vê o ciclista que vai com luzes a piscar e com impermeável cor-de-laranja fluorescente. Mesmo com o autocarro parado na paragem a 50 metros de distância não cede a passagem, mas aproveita para olhar de alto a baixo o ser que se põe a pedalar com esta múinha como um boi olha para um palácio.
A via que é uma avenida está cheia de carros parados em todo o lado, o passeio não se lhes escapa e agora estes 50 que ocupam o espaço de 2 carros pararam à sua frente. Tenta ultrapassar mas já outros tiveram a mesma ideia. É obrigado a parar e embaraça ainda mais o débil trânsito. O autocarro entretanto avançou. Tenta a mesma proeza no cruzamento seguinte mas o autocarro malandro virou para a esquerda. Travagem brusca que demonstra desconhecimento total da carreira, tal o tempo que não anda daquelas coisas. Quando era jovem e pobre!
Entretanto passou por 3 passadeiras. Em duas encharcou os peões e em nenhuma deixou passar quem tinha que usar galochas, gabardinas e chapéus de chuva. Não usava gabardinas desde o seu antigo Kispo. Quando era jovem claro está. Como os que estavam a tentar passar na passadeira com mochilas às costas.
Mais à frente pára. Em segunda fila e com 4 piscas. Ali, perto do café preferido, a 500 metros de casa num pequeno desvio para o trabalho não estacionava faz tempo. Talvez desde jovem. Abre a porta e saca do chapéu de chuva. O tal ciclista do poncho laranja faz-lhe uma razia. Bolas que importúnio, molhou as meias. Já no quentinho do café lembra-se que não levava uma daquelas molhas...prái desde que andava na rua...

Skate billiard

Vídeo bem wicked vindo do Japão...não consumas arte, faz a tua arte!

Proibido!


Crazy umbrellas

À paleta do post anterior lembrei-me de pesquisar chapéus de chuva marados...ui:



















Para quem não gosta mesmo de chuva...

Para quem não gosta mesmo de chuva, já existe mais oferta para além do Veltop




Têm o Nubrella, que para além de bem mais barato pode ser utilizado fora da bicla e parece-me mais resistente ao vento!! Não protege é tanto.



Ficam com um ar de astronauta, mas deve ser bem mais confortável e por isso mais seguro do que com os impermeáveis do costume!!

Por falar nisso...tenho que arranjar tempo para elaborar uma capa da chuva com a Rosa a tempo das chuvadas :os

A CP e as bicicletas

Um dia destes fui a um congresso a Lisboa e aproveitei para "testar" o estacionamento de biclas na estação da CP de Algés.

Confirmo a excelente localização, coberto, perto de segurança e lojistas o que me dá extrema confiança em mantê-la lá. Quando a fui prender reparei que os Us invertidos estão "bambos". Os parafusos, três em cada "pata" estavam só aparafusados até metade!! É incrível como isto acontece.

O segurança ao ver-me a prender a bicicleta meteu conversa e disse logo que a empresa que lá tinha ido montar o estacionamento fez um trabalho muito rasca (nota-se) e que passaram o tempo todo a gabarolar-se de cobrar mais do dobro por aquele trabalho do que se fosse para um particular (vendo como comprei, mas acho muito estranha esta conversa).

Enfim. Não fiz AINDA uma reclamação por escrito pois não tive tempo, mas não tardará.

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A "crise" na CP começa-se a notar, mas isto não agoira nada de bom para os utilizadores dos TPs. Já ontem um amigo meu se queixava da falta de composições na linha de Sintra, pois vem todos os dias como que em lata de sardinha.

Hoje o comboio que pára em todas as estações tinha menos uma carruagem. Não percebo bem o fenómeno, mas aparentemente as pessoas não gostam que o comboio pare em todas as estações e por isso preferem ir nos rápidos. Acontece que os comboios não se ultrapassam uns aos outros, logo não chega mais cedo por ser "rápido". E ainda por cima os rápidos vão mais cheios!! A sério que não percebo. Deve ser o factor psicológico...parece ser mais rápido :os ?????

Se o comboio que pára em todas as estações, (que costuma levar menos pessoas logo mais espaço para a bicla) tem agora menos uma carruagem...as pessoas vão mais compactadas e não há lugar para a bicla sem incomodar.

Vou ter que voltar a pedalar os 12 kms matinais queres ver ;o)

Rapa das bestas

Todos os verões tem lugar em algumas aldeias galegas uma das tradições mais espectaculares da Europa - a Rapa das Bestas.

Centenas de cavalos selvagens são retirados das montanhas onde habitam todo o ano para serem aparados e marcados, sendo libertados de novo.

Na aldeia de Sabucedo esta tarefa é feita à mão pelos "aloitadores" que apanham o animal sem a ajuda de cordas, paus ou outra parafernália.

A tradição remonta possivelmente a épocas pré-romanas. Conta-se que num ano de fome os aldeãos ofereceram os cavalos a um santo. Desde então pastam livremente e só os vão buscar para tratar da crina e desparasitá-los.

Ao contrário do que alguns crêem, esta é uma festa de amor pelos cavalos e comunhão com a natureza.

rapa das bestas / 1 from les films anonymes on Vimeo.



rapa das bestas / 2 from les films anonymes on Vimeo.

Eça

O que me diverti a organizar um raid por Sintra sobre "Os Maias" no 10º ano como trabalho de Português!


Black bULlockS!!


"O Governo autorizou a PSP a gastar cinco milhões de euros na compra de equipamento e material de segurança para receber a cimeira da NATO em Novembro (...)"

Num país onde a polícia tem de comprar o próprio equipamento, utilizam material obsoleto e ainda por cima em vez de andarem na rua a patrulhar, andam de pópó dentro de jardins ou a gerir conflitos de trânsito, isto só pode ser a gozar!

"(...)este vai ser adquirido por ajuste directo."

Porquê o ajuste directo? Pela urgência da aquisição???. Mas então esta cimeira não estava já planeada desde há meses?

O director nacional da PSP ainda diz que tem esperança que ainda chegue a tempo. WHAT?!! Gastam este dinheiro e ainda pode não chegar a tempo? dasse

Mas diz, com toda a autoridade de um mega-chefe da polícia que, caso não cheguem temos OBVIAMENTE alternativas, que são 20 blindados similares que a GNR tem estacionados. WHAT AGAIN??? quer dizer que existem 2 dezenas de viaturas destas paradas e ainda vamos comprar mais??? (Quem é que vende esta cena??)

Mas para quê?

É verdade, por causa dos black block, esses "anarcas" violentos que partem tudo e todos.

Mas quem são os black block?? Podem ver aqui ou ainda melhor aqui.

Fala-se muito do que fazem, especialmente na destruição de edificíos e/ou símbolos capitalistas... ENTÃO PORQUE CONTINUAM A FAZER ESTES ENCONTROS (que sabemos não serem decisivos, são só fachada) EM CIDADES CHEIAS DE PESSOAS, LOJAS E OUTROS SÍMBOLOS CAPITALISTAS??? Se a segurança é assim tão importante, porquê fechar toda uma área onde existe VIDA para estes senhores sentarem os seus rabiosques?? Não têm ilhas secretas, bunkers ou instalações militares suficientes para tal? Se são sempre os mesmos, se já os conhecem porque não os impedem??

É porque isso resolveria o "problema", e não há interesse em resolver o problema, faz parte da estratégia, dividir para reinar, criar o caos para justificar as medidas de "segurança". Ao abafar os movimentos pacifistas e ao focalizar a violência das manifestações, os estados justificam as medidas securitárias que vão tomando, assim como as restrições da liberdade.

Continuem a aceitar isto que vamos no bom caminho.

Blessed be...


If there is righteousness in the heart,
there will be beauty in the character.
If there is beauty in the character,
there will be harmony in the home.
If there is harmony in the home,
there will be order in the nation.
If there is order in the nation,
there will be peace in the world.
So let it be


Scottish Blessing

Extremismo

Cada vez oiço mais utilizarem a palavra "extremismo"...a propaganda anda a funcionar!

Creio que seja para "caracterizar" quem esteja no extremo oposto!

Cobardia

Que sentimento podre e mesquinho se pode comparar à cobardia de um suposto "adulto" que dentro de um camião apita para uma velhinha na passadeira??
Fiquei doente...

Viva Kilo

Like-it-a-lot



The Viva Kilo—it’s just like smoking fine cigars and drinking scotch while protecting the Free World from Fascism.

"Um fraco rei faz fraca a forte gente" - Camões

Les anarchistes...

Les anarchistes from Le Chat Noir on Vimeo.

Take the red Pill (parte I)


O Bruno enviou-me há tempos um link para um essay (um pouco extenso) sobre o livro Fighting Traffic de Petter D. Norton. Dei-me à veleidade de traduzi-lo (com alguma liberdade devo acrescentar), por isso reforço aqui a ideia de que os créditos são para Mighk Wilson .


"Imagina-te pertenceres a uma maioria, e uma minoria poderosa conseguir alterar as leis de forma a limitar-te um direito essencial. Depois disso prosseguem a abusar dos teus direitos remanescentes e tornam a tua vida insuportável. Em resultado disto, algumas décadas mais tarde a tua maioria torna-se uma minoria.

Não é preciso imaginar um cenário hipotético, aconteceu com os peões e numa de uma forma menos limitada aos ciclistas nos Estados Unidos (e um pouco por todo lado) desde os anos 20 do séc. XX.

Desde os finais da década de 1910 e toda a década posterior os automobilistas eram um grupo pequeno mas influente (os mais ricos e socialmente bem colocados) e em rápido crescimento.

O livro “Fighting Traffic: The Dawn of the motor age in the American City” de Peter Norton documenta as alterações da percepção da estrada nesses anos. Ele descreve como uma minoria de utilizadores da estrada se mexeram para alterar convenções aceites desde há muito tempo que determinavam a forma como as ruas eram utilizadas. Exactamente o que hoje acontece mas de forma inversa pelos defensores dos direitos dos peões e ciclistas.

A tal minoria de ricos possuidores de automóveis, estavam limitados a circular a velocidades de 12 a 16 Km/h (8 a 10 M/h) nas cidades. Os peões tinham por direito a total liberdade de utilização da estrada desde que esta figura existia. Até esta altura tinham que a partilhar com outros utilizadores relativamente lentos: gado, cavaleiros, carruagens, carroças e mais recentemente ciclistas (há que notar que quando apareceram, os ciclistas eram vistos como uma perigosa adição aos utilizadores da rua, assustando cavalos e atropelando peões).

A introdução de veículos rápidos e pesados nesta mistura caótica existente resultou num aumento alarmante de fatalidades, a sua maioria peões. Nos Estados Unidos, com apenas 7,5 milhões de carros nas estradas houve 11000 fatalidades em 1920 (1 morte por cada 680 veículos por ano). Cerca de ¾ eram peões e a maioria crianças. Para comparação, actualmente existem 250 milhões de automóveis e camiões nas estradas norte-americanas e uma quantidade de fatalidades rodoviárias que varia entre os 35000 e os 4000, o que resulta num rácio de 1 morte por 6000 veículos por ano. Destes 5000 são peões e ciclistas.

Relativamente a um século atrás o sistema actual é bem mais seguro, mas não evoluiu muito nas últimas 3 décadas. Aliás, os números só não têm subido mais devido às medidas de segurança passivas (air-bags, EPS, ABS, etc.) e à melhoria da resposta do sistema de emergência.


A polícia, nessa altura tinha como percepção do seu papel a manutenção da ordem. De acordo com Peter Norton, a segurança vinha primeiro, e a resolução de congestões de tráfego não era sequer da sua competência. Aliás, engarrafamentos de trânsito eram vistos como formas de diminuir as velocidades e assim diminuir a severidade dos danos em caso de colisões. Mas os interesses económicos e do crescente mercado automóvel desejavam ver aumentado o fluxo de veículos e inventaram novas regras e toda uma nova parafernália (aparelhos, sinalética, etc.) para controlar o tráfico. Cada cidade tinha as suas regras e aparelhos, tornando a circulação muito confusa para quem circulava de cidade em cidade.

Interesses automobilistas muitas vezes trabalhavam em conjunto com direcções locais de segurança no sentido de defender o mais frágil dos condutores imprudentes.
Mas as coisas mudaram drasticamente em 1923, quando a cidade de Cincinnati no Ohio ameaçou passar uma lei que tentava impor estranguladores de potência na produção de motores de modo a limitar a velocidade máxima a 25 Km/h. À imagem de um grupo de ciclistas no fim dos anos 80 que se juntaram para se opor a uma lei que proibiria a circulação de bicicletas nas estradas rurais no Texas, os automobilistas e interesses na área reuniram-se e criaram uma oposição forte. Não há como uma ameaça para que a malta se organizar.

Perante esta ameaça, reclamava-se que uma nova era chegara e que impunha novas maneiras de pensar e de agir. A liberdade era o mote principal e que quanto menos leis melhor. Virou por completo a noção de “perigo” e “direito” na estrada: comportamentos negligentes como a velocidade excessiva por parte de automobilistas passaram a ser vistos com condescendência e o andar descontraído na estrada por parte de um peão, algo que fizera nos últimos séculos, passara para a categoria da “negligência”.


Parte da estratégia passou pelo evitar a diferenciação entre “grupos” (automobilistas, ciclistas, peões) e focar em comportamentos (conduzir, pedalar, andar). É aceitável criticar um mau comportamento, mas não criticar um grupo de pessoas por associação ao mau comportamento. O ponto crucial desta estratégia seria o facto do carro poder ser ou não considerado “inerentemente perigoso”. Caso fosse, independentemente das acções individuais dos condutores eles seriam culpados pelo factor “utilização de um objecto perigoso”. Mas uma vez mais o lobby automobilístico ganhou esta discussão, não com argumentos racionais mas com propaganda.

Foram lançadas campanhas de culpabilização das vítimas. Os peões recebiam o ónus de uma colisão. E como não existiam códigos da estrada uniformizados, esforçaram-se para o fazer com altas representações nos comités criados para a sua realização. O lobby automóvel tinha apoios do topo enquanto que os peões não tinham representação pois não existia na altura nenhuma organização que os defendesse. Sem surpresa, o novo código limitava os peões aos passeios e passadeiras. E planeando a longo prazo, a propaganda foi introduzida nas escolas ensinando as crianças que as ruas eram para os carros, não se podia brincar lá. Nas ruas as novas alterações causavam conflitos absurdos com a polícia com apreensões por desrespeito à lei.

Mais tarde e com a introdução de semáforos, os polícias já não eram necessários nos cruzamentos. Infelizmente para os peões isto significava que não existiam polícias para fazer valer o seu direito de passagem nas passadeiras. Os automobilistas começaram a utilizar o factor medo, assustando os peões com o seu tamanho e velocidade para passarem na sua vez. Isto acontecia numa altura em que existiam 19 milhões de carros contra os 114 milhões de habitantes. Mesmo em tão pouco número os automobilistas tinham o poder da lei e do lobby do petróleo do seu lado.

Impressiona a velocidade com que as coisas mudaram. Em poucos anos os peões passaram de donos e senhores das estradas para uma maioria marginal.

No princípio dos anos 20 a gasolina passou a ser taxada. Esta medida foi inicialmente condenada, mas em poucos anos aperceberam-se que o facto de pagarem pela utilização de combustível trouxe aos automobilistas não só mais espaço de rodagem como uma maior força para reclamar a posse desse espaço. A percepção da estrada passou de “espaço público” e “infra-estruturas viárias geridas pelo estado para o bem colectivo” para uma “comodidade” paga pelos seus utilizadores. Peões, ciclistas e outros utilizadores não motorizados, que não pagam por esta “comodidade” passaram a ter menos uma razão para reclamar a estrada.
O passo seguinte foi a criação de vias rápidas e auto-estradas no fim dos anos 20. A ideia era a de criar vias desenhadas de modo a aumentar a segurança dos utilizadores, mesmo aqueles com poucas competências de condução. Basta ver uma via rápida hoje em dia para verificar como a questão da segurança é posta de lado.

Os ciclistas são considerados danos colaterais. Nem são mencionados por Norton. Os adultos americanos substituíram a bicicleta pelos carros e só nos anos 1970s, com a invenção da BTT com qualidade de construção e múltiplas velocidades, é que voltaram a pegar nela.

As novas vias rápidas não ajudaram nesse processo. As altas velocidades praticadas pelos automobilistas somadas a leis de “circulação mais à direita possível” foram empurrando os ciclistas literalmente e figurativamente para a berma, onde não sofriam tanto com o stress e o risco de levarem razias de automobilistas obcecados pela velocidade e pelo tempo.

Para finalizar o ramalhete, eram constantemente lembrados de que são intrusos em estradas alheias. Num estudo realizado pela Florida Bicycle Association, era comum os automobilistas dizerem que “as estradas pertencem aos automobilistas; os ciclistas e os peões deviam afastar-se do caminho o mais possível”.

As forças policiais deixaram de proteger utilizadores vulneráveis, defendendo os seus direitos, para passarem a afastá-los das estradas. Hoje em dia, os polícias dão mais importância à proibição de pedalar em grupo do que a questões relacionadas, por exemplo, com a falta de iluminação que poderão ter um impacto maior numa possível colisão, pois a primeira atrapalha o trânsito dos “donos” da estrada.

A questão com os peões é a mesma. Numa discussão com um polícia ele dizia “que não ia parar 6 faixas de automobilistas para um peão atravessar a estrada para ir comprar um gelado ao outro lado”. Nós vemos agentes policiais a focarem-se mais nos peões que “andam a pastelar” do que nos automobilistas que não param nas passadeiras. Atrasar automobilistas é evidentemente um pecado original. "



TO BE CONTINUED…



[T]he automotive city took back much of the freedom it promised….[W]hen street users are free to use cars, the freedom of all street users (including motorists) to use anything else is diminished. A city rebuilt (socially and physically) to accommodate cars cannot give street users the good choices a truly free market can provide.”

– Peter Norton

Fujam deles...


Mansos...


Uso da terra

Em Linda-a-Velha existiam umas hortas urbanas na enconsta direita de quem subia vindo do Junça (Algés). Estes terrenos pertencentes à Marinha estavam sem uso faz tempo e os locais foram usufruindo da terra para produzir algumas hortaliças, alguns frutos e outros produtos. Concerteza que ajudava na economia familiar, dava para dar uso ao corpo e descansar a alma de uma população mais envelhecida, imigrante do campo para a cidade. A terra no papel era de uns, na realidade era de quem a trabalhava, e a mantinha produtiva e viva. Não obstante a eterna vontade de vedar e confinar o "SEU" espaço.



No verão, a marinha portuguesa colocou um aviso. Avisava que dava até ao fim do mês para retirarem tudo o que estava naquele espaço, caso contrário seria arredado pelas poderosas máquinas.



E foi o que aconteceu. Não sei se já se adiantam os planos de construção no local (o quartel foi desmantelado) ou se tinham receio que alguém reclamasse direitos de superfície por usucapião (duvido), mas as máquinas avançaram. Mandaram tudo abaixo, transformaram pequenas construções com materiais reciclados num amontoado de lixo, bidões de armazenamento de água em farrapos de plástico, até partiram muitos galhos e algumas árvores foram arrancadas. Mas ficou lizinho!! E depois vieram com vedações...pois há que preservar a POSSE, não a terra. Pois nas primeiras chuvadas já se viu o que acontecesse à terra que é menosprezada...

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Por falar em posse. A freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo andou a colocar uns pilaretes gigantescos e iluminados a marcar as entradas/saídas da freguesia! Mas que raio pensa esta gente?? Qual é a necessidade de "marcar o território" desta forma?? Para mostrar trabalho? Numa altura em que se dá mais importância à contenção de gastos, estoira-se dinheiro em algo tão insignificante e até saloio? Se é toponímia, mobiliário urbano, é algo da competência da Câmara e standardizado para o restante território concelhio não? Porquê algo diferente e com tanto desperdício de dinheiro, material e energia??

E AINDA POR CIMA BEM NO MEIO DE UM PASSEIO!!!

Solidão


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

Francisco Buarque de Holanda

Consuming Kids



As crianças já não comem cereais, comem cereais do Noddy ou do Ben Ten, não têm bicicletas, mas a bicla do Pokemon ou das winkz. A culpa não é das crianças, elas são suscpetíveis. É nosso papel como pais ensinar-lhes o que verdadeiramente interessa...

Há quem se divirta com brinquedos simples e feitos em casa...e o JOEL ajuda ;o)

No fim-de-semana fiz este com o Gugas e a Mariana:



Porque sou anarca? Porque acredito ser responsável...



"Tu és ANARQUISTA?

Há toda a probabilidade de já ter ouvido algo sobre quem são os anarquistas e naquilo em que supostamente acreditam. Há toda a probabilidade de que quase tudo o que ouviu dizer sobre eles seja falso.
Muitas pessoas parece que pensam que os anarquistas são adeptos da violência, do caos e da destruição, que se opõe a todas as formas de ordem e de organização, que são niilistas fanáticos que querem rebentar com tudo.
Na realidade, nada poderia ser mais longe da verdade. (confusão habitual entre anarquia e anomia)
Anarquistas, são as pessoas que simplesmente pensam que os seres humanos podem comportar-se de modo razoável sem terem de ser coagidos a isso.
É uma noção muito simples, realmente.
Mas é aquela noção que os ricos e os poderosos sempre acharam a mais perigosa. Na sua expressão mais simples, as crenças anarquistas giram em torno de duas premissas.

A primeira é que os seres humanos são, em circunstâncias vulgares, tão razoáveis e decentes quanto lhes permitam ser, e portanto que se podem auto-organizar e às suas comunidades sem necessitarem que lhe indiquem como.

A segunda é que o poder corrompe.

Antes do mais, o anarquismo é antes uma questão de ter a coragem de tomar os princípios simples de decência comum pelos quais nos guiamos e de os seguir até às suas conclusões lógicas.
Por muito insólito que isto pareça, em muitos aspectos importantes, você já é anarquista – apenas não se apercebe disso.
Talvez ajude tomar alguns exemplos do dia a dia: ·
Se há uma fila para apanhar um autocarro quase cheio, vai esperar pela sua vez e refrear-se de passar à frente das outras pessoas, mesmo na ausência de polícia? Se respondeu “sim”, então está habituado/a a agir como anarquista!

O princípio anarquista mais fundamental é “auto-organização”: o assumir-se que os seres humanos não precisam ser ameaçados com sanções em ordem a alcançarem um grau de compreensão recíproca de uns com os outros, ou de tratar cada qual com dignidade e respeito. Qualquer pessoa pensa que é capaz de se conduzir de maneira razoável.

Se pensa que a lei e a polícia são necessárias, é apenas porque não acreditem que outras pessoas o sejam. Mas se parar para reflectir, não terão elas o direito de pensar exactamente o mesmo em relação a si?
Os anarquistas argumentam que quase todo o comportamento anti-social que nos faz pensar que é necessária a existência de forces armadas, de polícia, de prisões e de governos para controlar as nossas vidas, é de facto causado pelas desigualdades sistemáticas e injustiça que tais forças armadas, polícia, prisões e governos tornam possível.
É tudo um círculo vicioso. Se as pessoas estão acostumadas a serem tratadas como se as suas opiniões não importam, é provável que se tornem agressivas e cínicas, mesmo violentas – o que, claro, torna a tarefa fácil para os que estão no poder em dizer que as suas opiniões não contam. (já vos falei da lógica de marcarem as reuniões do G8 e afins em cidades densamente habitadas?) Logo que se apercebem que as suas opiniões realmente são importantes tal como as de qualquer outra pessoa, tendem a tornar-se muitíssimo mais abertas. Para abreviar uma longa história: os anarquistas acreditam que, em grande parte, é o próprio poder e as consequências desse mesmo poder, que tornam as pessoas estúpidas e irresponsáveis.

· É membro de um clube desportivo ou equipa de desporto ou de qualquer outra organização voluntária onde as decisões não sejam impostas por um chefe mas tomadas na base do consenso geral? Se respondeu “sim”, então pertence a uma organização que trabalha de acordo com os princípios anarquistas!

Outro princípio básico é a associação voluntária. Isto é apenas uma questão de aplicar os princípios democráticos à vida de todos os dias. A única diferença é que os anarquistas acreditam que deveria ser possível que existisse uma sociedade em que cada coisa fosse organizada segundo esses princípios, todos os grupos baseados no consentimento livre de seus membros, e portanto, todo esse estilo de organização de-cima-para-baixo, militar como os exércitos, ou as burocracias ou as grandes corporações, baseadas em cadeias de comando, já não seriam necessárias.
Talvez não acredite que tal seja jamais possível. Talvez sim. Mas de cada vez que chega a um acordo por consenso, em vez de ameaça, cada vez que faz uma combinação voluntária com outra pessoa, chega a um reconhecimento recíproco ou alcança um compromisso tendo na devida consideração a situação ou necessidades particulares do outro, está sendo um/a anarquista, mesmo se não tem consciência disso.
O anarquismo é apenas o modo como as pessoas agem quando têm liberdade para agir de acordo com a sua escolha e quando negoceiam com os outros que são igualmente livres – e portanto, conscientes da responsabilidade face aos outros que isso implica. Isto conduz a outro ponto crucial: enquanto as pessoas podem ser razoáveis e terem consideração enquanto estão intercambiando com iguais, a natureza humana é tal que não se pode acreditar que o façam quando se lhes dá poder sobre os outros. Dê a alguém tal poder, essa pessoa irá abusar dele de uma forma ou de outra.
· Pensa que a maioria dos políticos são porcos egocêntricos, egoístas, que não se importam realmente com o interesse público? Pensa que vivemos num sistema económico que é estúpido e injusto? Se respondeu “sim”, então subscreve a crítica anarquista da sociedade contemporânea – pelo menos nos seus aspectos mais gerais.

Os/as anarquistas pensam que o poder corrompe e que aqueles/as que passam a vida inteira em busca de poder são as últimas pessoas a quem ele deveria ser dado. Os/as anarquistas pensam que o nosso sistema económico actual tem mais probabilidades de premiar as pessoas por comportamentos egoístas ou sem escrúpulos do que as que são seres humanos decentes, preocupados com os outros.
A maioria das pessoas tem esses sentimentos. A única diferença é que a maioria das pessoas não acredita que nada possa ser feito acerca disso ou de que – e é nisto o que os fiéis servidores do poder costumam insistir)
– possa ser feito algo que não acabe por tornar as coisas ainda piores. Mas…e se não fosse verdade?
Haverá realmente uma razão válida para acreditar nisso?
Quando se pode realmente testá-las, a maioria das previsões sobre o que aconteceria sem estados ou capitalismo acaba por se mostrar realmente não fundamentada.
Durante milhares de anos as pessoas viveram sem governos.
Em muitas partes do mundo há povos que vivem fora do controlo dos governos, mesmo nos dias de hoje.
Eles não se andam a matar reciprocamente.
Apenas vivem as suas vidas, como qualquer outra pessoa faria.
Claro que numa sociedade complexa, urbana, tecnológica há muito mais necessidade de organização: mas a tecnologia pode também tornar esses problemas mais fáceis de resolver.
De facto, nem sequer começámos a pensar como seriam as nossas vidas se a tecnologia fosse posta realmente ao serviço das necessidades dos humanos.
Quantas horas precisaríamos de trabalhar em ordem a manter a sociedade funcional – ou seja, se nos víssemos livres das ocupações inúteis ou destrutivas como o telemarketing, os advogados, os guardas prisionais, os analistas financeiros, os peritos de relações humanas, os burocratas e os políticos e redireccionar as nossas melhores cabeças científicas dos sistemas de armamento espaciais ou do mercados de acções para mecanizarem as tarefas maçadoras ou perigosas tais como mineração de carvão ou limpeza da casa de banho, e distribuir o trabalho remanescente por todas as pessoas igualmente?
Quatro horas por dia? três ? duas? Ninguém sabe porque ninguém está sequer a perguntar este tipo de pergunta. Os/as anarquistas pensam que estas são exactamente o tipo de perguntas que deveríamos começar a perguntar.

· Acredita realmente nas coisas que diz aos seus filhos (ou que os seus pais lhe contaram)? "Não importa quem começou." "Dois males não fazem um bem." "Limpa tu mesmo/a o chiqueiro que fizeste" "Faz, pensando nos outros..." "Não sejas mesquinho/a com as pessoas porque te parecem diferentes." Talvez devêssemos decidir se estamos mentindo aos nossos filhos quando lhes falamos do bem e do mal, ou se estamos realmente a tomar a sério as nossas próprias sentenças. Porque se levar estes princípios morais às suas conclusões lógicas, chega ao anarquismo.
Tome o princípio de que dois males somados não produzem um bem. Se tomasse isso realmente a sério, apenas isso bastaria para deitar por terra, quase totalmente, a base de todo o sistema bélico e de justiça criminal.
O mesmo se passa com a partilha: estamos sempre a dizer às crianças que têm da aprender a partilhar, a terem em conta as necessidades de uns e de outros, a ajudarem-se mutuamente; depois, quando vamos para o mundo real assumimos que cada um é naturalmente egoísta e competitivo. Um/a anarquista irá chamar a atenção: de facto, o que dizemos aos nossos filhos está certo.
Muito do que foi alcançado na história da humanidade, cada descoberta ou feito que melhorou a vida das pessoas, veio por cooperação e ajuda mútua; mesmo agora, a maior parte de nós gasta mais com sua família e com os amigos do que connosco próprios; embora, sem dúvida, irá sempre haver pessoas competitivas neste mundo, não é uma razão para a sociedade basear-se no encorajamento de tal comportamento e muito menos fazer as pessoas competir para alcançar as necessidades básicas da vida.
Uma sociedade que apenas encoraja a competição, apenas serve os interesses dos que estão no poder, que querem que vivamos com receio um do outro.

Por isso é que os/as anarquistas propõem uma sociedade baseada não só na associação livre mas também na ajuda mútua. O facto é que a maior parte das crianças cresce acreditando numa moral anarquista e gradualmente têm de aperceber-se que o mundo adulto não funciona dessa maneira.
Eis porque tantos adultos são rebeldes, alienados ou até suicidas enquanto adolescentes, acabando por se resignarem e azedarem quando adultos; a sua única compensação, frequentemente, é ter capacidade para educar os seus próprios filhos e desejar que para estes o mundo seja justo.
Mas porque não começarmos por construir um mundo que seja realmente baseado nos princípios da justiça? Não seria esse o melhor presente que poderíamos dar aos nossos filhos?
· Acredita que o ser humano é fundamentalmente corrupto e mau ou que alguns tipos de pessoas (mulheres, pessoas de cor, povo comum que não é nem rico nem tem estudos) são espécimes inferiores, destinados a serem governados por alguém melhor que eles? Se a sua resposta é “sim”, então, bem, parece que não é anarquista ao fim e ao cabo.
Mas se respondeu “não”, então há probabilidades de que já perfilhe 90% dos princípios anarquistas, e – esperamos - esteja a viver a sua vida de acordo com eles. Sempre que tratar outro ser humano com consideração e respeito está sendo anarquista.
De cada vez que resolve as suas divergências com outros através de um compromisso razoável, ouvindo o que cada um tem para dizer em vez de deixar que alguém decida em nome das restantes, está sendo anarquista. De cada vez que tem oportunidade de forçar alguém a fazer algo, mas, em vez disso, decide apelar ao seu senso de razão ou de justiça, está sendo anarquista.
O mesmo se passa quando partilha algo com um/a amigo/a, ou decide quem vai lavar a loiça, ou outra coisa com um sentido de equidade. Claro, poderá objectar que tudo bem enquanto se trata de pequenos grupos de pessoas que se relacionam mutuamente, mas para gerir uma cidade ou um país, é um assunto totalmente diferente.
E, claro, isto tem razão de ser. Mesmo se descentralizar a sociedade e puser tanto poder quanto possível nas mãos de pequenas comunidades, haverá – apesar de tudo- imensas coisas que precisam de ser coordenadas, desde administrar caminhos de ferro até decidir sobre que aspectos a investigação em medicina se deve debruçar.
Mas apenas porque algo é complicado não quer dizer que não haja maneira de realizá-lo. Apenas quer dizer que será complicado.
De facto, os/as anarquistas têm muitas ideias sobre como é que uma sociedade saudável, democrática deveria autogerir-se. Para as explicar é preciso de ir muito para além deste pequeno texto introdutório; de qualquer forma, não há nenhum/a anarquista que pretenda possuir o modelo perfeito.
A verdade é que nem conseguimos imaginar metade dos problemas que irão surgir quando tentarmos criar uma sociedade democrática; mesmo assim, acreditamos que a capacidade dos humanos está à altura de resolvê-los desde que a humanidade se conserve dentro do espírito de nossos princípios básicos- tais princípios são, ao fim e ao cabo, apenas os princípios de decência humana fundamental."

Nola Anarchy

Brincadeiras? RECLAIM THE STREETS!!!

Hoje o Metro noticiava uma "brincadeira" feita num dos parques de estacionamento de Lx (AKA local de usurpação de espaço pela GOMATA)
A dita brincadeira ou 'vandalismo' como é noticiado, resultou no aumento de 4 para 44 lugares de estacionamento para condutores portadores de deficiência física.
Tal vandalismo é tão maquiavélico, horripilante, nefasto que não lembra a nenhum jornalista do Metro. Daí terem associado este atentado à vaca sagrada a algo 'nonsense' que tenham visto na caixa sagrada: neste caso uma das partidas do annoying devil .
Meus amigos...já ouviram falar de activismo? acção directa? reclaiming the streets?
Querem links? procurem...
A voz dos que não têm!


O dia em que nos apercebemos que estamos mortos!!

Enviaram-me hoje um link para um post no blog do Pedro Ribeiro intitulado "O dia em que aprendi o que é estar morto".


Conta o cagaço que é não encontrar a filha, que supostamente está na escola que tem um controlo todo XPTO de cartões, mas que deixa a porta aberta. Acontece que a filha entra numa carrinha de um ATL que não o dela e ninguém questiona, ninguém acha estranho, ninguém conhece a menina! MEDO!


Quem é mãe ou pai e não reconhece estes problemas nas gestões de escolas públicas, especialmente agora que são MEGA-ESCOLAS, em que tudo é tratado de uma forma desorganizada e amadora? E dos ATLs que por aí há às carradas que para puderem oferecer preços baixos ou então pelo lucro-fácil (são mais os primeiros que os segundos) oferecem serviços fraquinhos, com pessoas não qualificadas??

No fim diz ele que se vai dedicar a uma luta por uma escola responsável....desejo-lhe toda a sorte do mundo.


Nas reuniões de pais vemos montes de reclamações, no fim pedem ajuda e desaparecem todos. Ficam lá 2 ou 3 que se oferecem para fazer parte da associação de pais, que se oferecem para ajudar na manutenção da escola, na criação do site do CTL...


Quantas vezes não reclamo que no meu caminho para o trabalho a zona mais perigosa de circular é mesmo na frente da escola, onde os paizinhos vão a "abrir" nos seus popós para largarem os meninos?

Será que não podemos contribuir para a luta da sociedade responsável primeiro?

Comentei da seguinte forma aquele post:


"(...)Que tal lutarmos por uma sociedade mais reponsável, começando por nós próprios? Que em vez de viver longe de onde vivemos ou de onde os míudos andam na escola passarmos a optar por estar mais perto da nossa comunidade?

Em vez de andar de carro para todo o lado, optarmos por andar a pé ou de bicicleta.

Em vez de ir comprar ao hipermercado ou ir beber café ao sítio "in", passarmos a comprar no senhor da esquina e no café do "fanan"??

Estas pequenas rotinas criam uma rede informal de segurança, onde as pessoas se conhecem e aí a responsabilidade de zelarmos uns pelos outros é reforçada. O Pedro foi apanhado na rede do anonimato, que possivelmente ele próprio contribui por estas e outras razões.
Um abraço e toda a força para a sua luta.
Gonçalo Pais.
p.s.: o que digo acima são exemplos genéricos e não referenciados ao sr. Pedro. Não conheço as suas rotinas nem pretendo alterá-las. Só nos altermos a nós próprios, o que pretendo fazer é o que os anglo-saxões apelidam de "slap in the face". Nem tudo é possível de um dia para o outro, mas aos poucos consegue-se. "


O Pedro aprendeu o que é estar morto...ou será que se apercebeu que esta sociedade (nós inlcuidos) estamos todos mortos?






O "last child in the woods" fala disto tudo... do alheamento que o pópó e toda a tecnologia que pretende substituir as pessoas e os afectos na educação das crianças (os telemóveis, os cartões com chips, as câmaras, etc., etc.)

Boas notícias

Boas notícias aqui no burgo:
a CP instalou um rack de estacionamento na estação de Algés. É lá "em baixo", ou seja coberto, visível e perto dos seguranças e lojistas!! BOA!



A Junta de Freguesia de Linda-a-Velha instalou, a pedido das mesmas, racks de biclas em duas escolas da freguesia! BOA!!

Isto anda...devagar, mas anda....




Sonho?


Hoje a caminho da escola do Gugas começo a ver um míudo com um skate debaixo do braço, vê que não vem trânsito e mete-se na estrada a rolar...wow cool penso e chamo a atenção ao Gugas. Pedalo com mais força e estou ao lado dele. Pergunto se se quer agarrar e vir de boleia. Envergonhado diz que não mas segue a dar ao pé.

Os carros atrás fazem fila, mas não ultrapassam esta dupla bicla/skate. Estão a ver que a melhor medida para pôr a malta a andar de veículos não motorizados é fazer abrandar os motorizados??

Seguimos até ao ponto em que ele se encontrou com outros amigos. Todos eles traziam skates debaixo do braço. Continuo caminho, passo por mais 2 ou 3 grupos de crianças, com skates e BMXs...mas o que é isto? estarei a sonhar. Vamos durante o caminho a conversar sobre o que seria se todos estes míudos estivessem a andar de skate/bicla até à escola. Quando chego vejo outra criança com uma bicla DENTRO da escola. Mas o que se passa??? Lá dentro uma half-pipe montada, cortesia do IPJ. São umas jornadas quaisquer e convidaram os míudos a trazer biclas e skates....ah...tipo cenas radicais....vai ser só hoje. Nada de novo então. Mas vá...é de aproveitar hoje. Acontece que os pais que levam os filhotes de pópó não se apercebem e tentam todos atropelar-se para ver quem larga mais rápido o filho...**sigh**


O Gugas esqueceu-se deste evento...seria um dia fixe para se estrear a pedalar até à escola...será para a semana.

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No carfreedays, vejam o Bike pool to soccer practice que lamenta ser o último ano em que transporta os "crianços"..mas que lhes promete levar o material de treino até terem idade para as próprias biclas de carga ;o)

Mais do mesmo.

Momento 1:

Ontem fui buscar o puto à natação. A actividade proposta pelos tempos livres da sua escola é realizada na piscina de um ginásio de renome que há lá na terrinha. Como ginásio que é a TV está sempre sintonizada na SPORT TV para o BOM DESPORTISTA, o bar só vende coisas saudáveis e lights para o BOM DESPORTISTA, os jornais e revistas disponíveis para leitura são todos desportivos para o BOM DESPORTISTA, existe uma loja que vende roupa desportiva para o BOM DESPORTISTA, cá fora tem um alta estacionamento para carros e nada para biclas para o BOM DESPORTISTA. (sou um chato do caraças).

Momento 2:

De manhã vou levar o puto à escola de bicla. Ele já quer ir na dele. Vamos passar a ir um dia por mês e depois por semana. Entretanto lá vou eu, e o ponto mais perigoso de toda a minha viagem é à porta da escola. Os pais cheios de pressa são o maior perigo na estrada para potenciais miúdos que andem de bicicleta!!!! GET REAL DADDYS! O perigo não é a bicicleta, são VOCÊS. (chato, chato, chato).




Esta escola não tem estacionamento para biclas e há uns anos proibiu que os miúdos andassem de bicla pois era perigoso! Os professores entravam de carro, pelo recreio onde os miúdos andam a pé, atravessavam o campo desportivo e estacionavam nas traseiras.


Há um ano colocaram um campo com relva sintética. Abriram uma antiga porta de emergência que estava selada faz tempo para que os professores entrassem com os seus popós no estacionamento. Melhorou, já não atravessam recreios pejados de miúdos nem campos desportivos, abriram uma porta de emergência e colocaram sinais a proibir o estacionamento no exterior da mesma, retirando um lugarzinho de estacionamento de um senhor da zona (em cima do passeio). Impressionante o que se faz quando se quer hein?.



Este ano houve um upgrade: colocaram um portão eléctrico para os professores não terem de se molhar a abrir o portão. (Antes também não se molhavam, estava lá um senhor a fazer isso por eles). Era fixe também limparem o lixo nos canteiros, regarem as plantas e arranjarem a WC do pavilhão C que por acaso é dos pequenos do primeiro ciclo. Prioridades chatas, chatas.


Momento 3:


Saio da escola e sigo caminho. Em frente à escola há passadeiras, paragens de autocarro, semáforos e uma proibição de circular a mais de 40Km/h. Um sinal que se ilumina sempre que detecta alguém o faz, (não sei como ainda não fundiu) para além de um semáforo que também fica vermelho, mas ninguém cumpre. No fim desta recta há uma segunda passadeira onde hoje foi atropelada uma criança. É a segunda que eu vejo desde que começou o ano lectivo (há duas semanas).



Um pouco mais abaixo apanho um carro que me ultrapassou com toda a "bisga" perto de minha casa, antes de eu ir entregar o Gugas à escola. Ali não vale a pena andar mais depressa. Todos ficam presos no trânsito e acabam por demorar uma carrada de tempo. PARA QUÊ ANDAR MAIS DEPRESSA? É PRECISO MORRER UMA CRIANÇA PARA SE CUMPRIR? PARA ANDAR A POLÍCIA A PATRULHAR QUEM ALI PASSA? Eu sou e continuo a ser chato. E esta mensagem vai ser entregue à PSP, à escola e à Junta de Freguesia.


Os Zé ninguéns que adoram a vaca sagrada têm um chefão à sua altura, bem analisado pelo Bessa aqui.




Para quem não quer ser Zé ninguém, um pouco de informação sobre ciclovias por quem anda de bicicleta, o César aqui.

Novo edifício

Mudei de edifício. Agora trabalho num lugar limpinho, sem plantas nem bichos, onde o ar é tratado por máquinas extremamente eficientes (?) e a temperatura é a legal (!) e as janelas não se abrem e temos que passar o cartão para ir a todo o lado e é tudo muito organizado.

A centralização permite a melhor eficiência de alguns recursos, mas estes ambientes extremamente assépticos causam-me estranheza......o que vale é que já estou em transição.
Vou-me repetir mas este cartoon é o dos meus preferidos:



Draft do Mapa ciclável de Linda-a-Velha

Primeiro esboço do mapa ciclável de Linda-a-Velha. Inclui toda a rede de estradas e uns troços a azul tracejado que são propostas de "legalização" ou tolerância de circulação de velocípedes de modo a facilitar as ligações da malha viária. Têm também propostas de localização de estacionamentos de bicicletas.
Falta a introdução de dados sobre as vias de forma a fazermos mapas temáticos de "ciclabilidade" das vias.
As vossas propostas serão bem-vindas...um projecto a seguir na ciclo-via.org


Ver Mapa Ampliado

Xtracycle hauling capabilities

Xtracyclers, as fitas do free-radical aguentam "tarolos" de 33 Kgs durante um km na BOA! ;o)



Sepp Holzer em Lx

Tamera conseguiu cumprir uma antiga vontade de trazer o Sepp Holzer, o agricultor rebelde da "Sibéria Austríaca" a Lisboa. Foi uma workshop organizada pela Quercus nas instalações da sede nacional do Corpo Nacional de Escutas.


Soube a pouco, mas gostei da sua energia, de encontrar irmãos e amigos e não gostei tanto do formalismo do CNE e da falta de comunicação do presidente da Quercus.


PAZ

Selar tubo de selim

Em Maio um barulho incomodativo no eixo pedaleiro fez-me abrir o dito. Teve que ser com ajuda de ferramenta pro pois a ferrugem tinha agarrado forte e feio o material.

Depois do eixo retirado, já com bastante massa nas roscas!



O tubo do quadro que vai do selim para o eixo é um dos sítios onde poderá entrar água, daí me ter lembrado de tentar selar o máximo no ponto mais alto, onde entra o "cannot" ou tubo de selim com um pedaço de câmara de ar.



Sou um idiota! ;o)
Agora a ver se este aguenta os 17 anos do anterior !!

Veneno na língua...



Então a PRP (Prevenção Rodoviária Portuguesa) anda a espalhar folhetos pelos prédios a publicitar um joguito onde se aprendem as regras de prevenção rodoviária na net e até colocam dados como a probabilidade de alguém atropelado morrer a certa velocidade??

É aqui o concurso onde se respondem a umas perguntas sobre os perigos da velocidade e se pode ganhar TCHAM TCHAM TCHAM....o primeiro prémio que é um automóvel, o segundo uma scooter e os restantes cursos de condução defensiva!!

Sim...os cursos de condução defensiva é para os restantes, não para quem ganha! Quem ganha leva a "arma" pois sabe mexer nela!

Façamos umas analogias (adoro analogias): é como se existisse um folheto do Centro de Informação anti-venenos a explicar os perigos de lidar com substâncias perigosas! Quem ganhasse o concurso TCHAM TCHAM TCHAM....ganhava uma embalagem de 605 FORTE!! PARABÉNS!! o Segundo lugar levava uma cobra-capelo e os restantes um curso de reconhecimento de venenos em casa!

eta parvoíce contagiante!



Assistência eléctrica

Eu e o Bruno trocámos de ginga por um dia. Ele ficou com a Timberlina e eu com a nova Surly Big Dummy com kit free radical da xtracycle e assistência eléctrica BionX.

Depois de todas as dicas de funcionamento do BionX e tal, parti. A Big Dummy é robusta e com a assistência eléctrica fica bem pesada (o kit pesa quase 10Kg). A primeira cena que gostei e vou incluí-la mesmo nos pontos fortes da bicla foi a escolha dos pneus. "Ca tótó", é o que devem estar a pensar: com tanta cena fixe e é aos pneus que ele liga! Meus amigos não são uns pneus quaisquer, são os Big Apple da Scwalbe! Os pneus são MASSIVE, parecem mesmo uns balões. No site deles dizem que têm suspensão incluída ;o). O subir e o descer as escadas é completamente diferente, é tudo "abafado" pelo pneu! A surly é toda rígida, mas parece ter umas mini-suspensões! COOL!


Estava na Estrela e aproveitei para atravessar o jardim em modo relax! Depois fui em direcção à Infante Santo. É um motor que assiste a pedalada, por isso e ao contrário de uma scooter eléctrica só funciona quando se pedala (o sensor é interno ao motor) e deixa de o fazer aos 25Km/h (imposição legal na Europa).



Tem um pequeno mostrador que mostra a velocidade, media, odómetro, horas, etc., o "esforço" do motor e o modo (vai de -4 a 4 passando pelo zero). Os valores negativos fazem inércia e é um modo regenerativo, ou seja é como se estivessemos a travar com o motor e a carregar um pouquito a bateria, no zero o motor está desligado e do 1 ao 4 vai aumentando a força aplicada na pedalada.


Com o motor no 4, os arranques são brutais, aliás os primeiros 10 metros dos semáforos em que páro são todos meus ;o)

A descida da Infante Santo pede um modo regenerativo. Uma descida brutal e quase sem aplicar o travão. Existe um pequeno sensor no travão direito que aplica o modo regenerativo no momento da travagem....a travagem é assistida e digo-vos é BRUTAL. Podem juntar à lista dos pros: os pneus, os arranques nos semáforos e a travagem assistida!

Quanto mais pedalada na descida mais força fazia o motor e menos andava eu...UFA.

Continuei a pedalar ao longo do rio e mesmo com vento contra lá ia eu. Como era novidade andava a experimentar a coisa e ligava, desligava, punha e tirava a assistência, argh, deixei-me disso e coloquei em modo "motor sempre ligado" e controlava era o pedal. O que acontecia é que andava sempre à margem dos 25Km/h. É o limite da assistência e por isso deixava descair um pouco a velocidade e aplicava mais força o que fazia arrancar o motor e zás, alta empurrão, mais umas pedaladas até fazer diminuir a velocidade, etc., etc. (Quando o motor deixa de assistir parece que estamos a travar, tal é o peso da bicla e a sensação que o motor transmite.)



Chegando a Pedrouços e para aproveitar o motor meti-me pelo viaduto. Em subida a ajuda é preciosa, continuei à mesma velocidade, sim 25Km/h com uma bicla com sei lá 30 Kg??

Em Algés meti-me pelo Junça, uma subida de 2 Km que faço todos os dias a 10Km/h ou menos. Fi-la em 2 minutos...sempre a 25Km/h e a subir as mudanças eheh!!! Os carros ficavam marafados a olhar para o "je" naquela bisga. E eu tinha um sorriso de orelha a orelha...é fenomenal!

E enganem-se os puristas pois cheguei bem suado e com as pernas contraídas. Para ter assistência do motor há que fazer força no pedal! A diferença é o tempo médio que se faz na viagem! Demorei 23 minutos da Estrela a Linda-a-Velha.

WOW.

À noite não andei mas uma dica porreira é que o BionX dá carga para as luzes...porreiro (a menos que a bateria fique descarregada). Por falar nisso, pus a bateria a carregar (vem com transformador incluído) o que demorou para aí umas 3 horas.

No dia seguinte e com a bateria full charged carreguei 3 putos para a piscina. Com carga o motor ajuda bastante. Não desci as mudanças e andei a baixa velocidade com os putos...UFA, o motor não arrancava...não sei como é o sensor, mas convém mexer as mudanças como se houvesse motor :oP.


À tarde circulei pelo alto de Algés, "sem medos" e simulei o percurso diário. Desci a Algés, fui pela docapesca, fiz o percurso ribeirinho até Cais do Sodré.


Fiz tudo em 20 minutos, ou seja equivale ao percurso feito a "abrir" e com vento a favor, mas sem o esforço e a ajuda da ventania!



Chegado ao Cais do Sodré subi sempre a 25Km/h até à praça Luís de Camões eheh, brutal. Dei mais umas voltas e fui beber um café com o meu cunhado na baixa.



Segui depois para o Príncipe Real e andei naquele bairo no "sobe e desce" a testar o motor, a bateria estava a 1/4 com 30 e tal Kms no "bucho" e o motor não parecia o mesmo...ou isso ou as subidas eram (e são) mais lixadas. No fim voltei ao Rato e segui para a Estrela.

Quando devolvi o "grande burro" e montei na Timberlina parecia que estava a montar uma single speed! A sério! aproveitei e fiz o mesmo caminho que fiz qdo recebi a bicla a motor. Demorei mais 10 minutos (ou seja a diferença foi a subida do Junça). Fiz a descida da Infante Santo a 55Km/h, fiz uma média um pouco inferior junto ao rio pois o vento não ajudava e se em certas zonas ia a 35, noutras descia aos 20Km/h...fiz o viaduto e zás, a meio fui muito devagar e ali não é simpático andar com os carros em esforço a subir. Cheguei a Algés e tinha feito o mesmo tempo que no dia anterior tinha feito até casa...em meia hora, 10 minutos é 1/3 do tempo...é de pensar.

Como já tinha dito, gostei dos pneus, da travagem assistida, dos arranques e adorei DEVORAR subidas...aliás a assistência adiciona um "élan psicológico" que nos permite "atacar" as subidas como se não houvesse amanhã!

Não gostei do peso excessivo do conjunto e da autonomia no modo 4 (mas o fabricante indica quase 80 kms no modo 1).

Fiquem com mais algumas fotos do conjunto:
A bateria:


A tomada para ligar as luzes:



O motor no cubo da roda traseira:


A luz dianteira:



O mega-garfo e os mega-pneus: