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Xtracycle na interbike 2014

Segundo o Ross Evans: 

cargo bikes e motor eléctrico é como chocolate e manteiga de amendoim! ;)


Entrevista a Ross Evans
(sem vento seria bem melhor)




Meio de transporte e de diversão...

Depois do meu percurso diário para o trabalho de 25kms (ida e volta) com direito a buscar o Gugas e a Nanny, nada como fazer uns singletracks e "passear" pelos tracks de downhill que há a 300 metros de casa!

Tudo verdinho por causa da chuva dos últimos meses

Esta descida o Gugas fez desmontado! 
É grandita e nem trouxemos os capacetes!

O ponto alto da volta foi ficar a ver o sol a pôr-se ao fundo 
com as filas de trânsito na marginal em primeiro plano!

Ali ao fundo...a marginal abarrotada.

Os poucos raios de sol visíveis iluminavam a lua.

Subimos pelo lado do depósito de água, 
o início das pistas de downhill!

Muitas rampas, curvas com alto relevé (banked curves)
e saltos de loucos, como este.

O gugas fê-lo mas a correr.

Meia horita depois estávamos de volta para o banho e o resto dos afazeres...mas com outros níveis de serotonina no corpo!


Porque gosto tanto de utilizar uma cargo-bike no meu commute?

Não é segredo nenhum de que ando de bicicleta para todo o lado desde 2008.

Assim como não é segredo de que adoro cargo-bikes e que me apaixonei pelo conceito da xtracycle e que decidi transformar a minha bicla numa longtail. 

















A bicla assim permite-me circular de bicicleta para todo o lado: desde as pequenas voltas, compras, assim como viagens e até o commute diário! 

Já cheguei a referir que permite andar de bicicleta com o mind-set de quem tem carro! (nem era o meu caso). Mas é mais fácil e por vezes só mesmo assim é possível dar boleia a alguém, levar os 2 miúdos à escola, carregar certas coisas, sem arriscar muito. 

Ainda anteontem o meu dia-a-dia seria muito difícil sem uma longtail:

Vim do trabalho e na bicicleta carregava o habitual: câmara de ar e kit ferramentas básico, cadeado, impermeáveis, muda de roupa e a marmita (já vazia). Cheguei à escola para buscar o Gustavo e reparei que tinha trazido a bola de basquete! Ele subiu para a bicicleta com a mochila às costas (ele pesa 30Kg, a mochila já deve pesar uns 5 ou mais), pôs a bola nos alforges e lá fomos. Subimos 1 km até à escola da Mariana. Subiu tb para a bicicleta mais a sua mochila e a barbie bailarina. Pedalámos outro kilómetro até chegar à banca da PROVE onde comprámos aos nossos amigos agricultores um cabaz de 6Kg mais uns brindes que nos ofereceram. E com isto o Gugas foi a pé e nós na bicla nos últimos 500 metros até casa.

A bicla carregada e parada apenas num descanso lateral normal.


O cabaz da PROVE, mochila, bola basket, impermeável, patati, patata...

...e dois miúdos, outra mochila, a marmita!!!


Conseguia fazer isto com outra bicla? 

Conseguiria...mas não era DEFINITIVAMENTE a mesma coisa!




Grande sexta

Sexta-feira passada foi uma sexta em cheio!

Saio de manhã de casa com os meus 2 filhos. O Gugas ia na sua bicicleta e a Mariana na pasteleira da Cristina (deixei em casa a long-tail). Comigo iam também um casal de suíços, o Luc e a Valérienne, meus hóspedes WarmShowers durante umas noites, cada um na sua bicicleta que são a sua casa nos últimos 2 anos. 



Esta escolta toda foi deixar a Mariana na sua escolinha. Que festa!

Seguimos de novo em parada para a escola do Gugas onde já pode deixar a bicicleta presa lá dentro. Seguimos depois para Algés. 

Fomos ao longo do rio a conversar, comigo a dar umas dicas sobre Lisboa. Tive um furo! Mesmo em frente da bomba de gasolina. Quis pôr a câmara de ar suplente que tinha mas reparei que tinha válvula Presta e não Schrader. Não tinha o adptador comigo e na bomba também não.

Remendei a câmara de ar e seguimos. Afinal havia mais furos....ainda consegui chegar a Alcantâra onde perguntei ao pessoal da SlowFastcycles se tinham o adaptador. Sim, tinham e comecei a substituição da câmara de ar ali mesmo. Disseram-me para usar a oficina deles. Ok...lá pus a bicicleta no suporte e utilizei ferramentas a sério em vez do meu mini-kit. Substitui a câmara de ar, reparei numa pequena folga no cubo e enchi o pneu. Ficou fino e não me deixaram pagar! Já me conheciam de passar por lá todos os dias com "aquela bicicleta com o skate atrás!" ;o) 5 estrelas. 

Continuámos. Eu fiquei por Santos e subi a D. Carlos até à Assembleia da República para a manifestação, eles seguiram para a Baixa. 

Da manif segui com os meus colegas para o nosso posto de trabalho. Recebo a notícia de que a minha entrevista para o Sexta de bicicleta saiu no P3. 



Volto para casa, recolho o Gugas na escola e vamos a pedalar até à oficina comunitária de Linda-a-Velha. Apanhamos o Eduardo por lá e verificamos o estado do cubo. Abrimos, limpámos, pusémos massa e voltámos a fechar. Está perfeito! 

Ultimamos os pormenores para a festa da bicicleta de domingo e sigo.



Já em casa jantamos com a minha avó que faz anos e passamos o serão a conversar com o Luc e a Valeriénne sobre viagens de bicicleta...


Fotografia da CenasaPedal


Kamishibai

No próximo domingo vamos fazer uma festa em Linda-a-Velha para relançar o projeto de mobilidade suave ciclo-via.org. 

Vamos relançar as cicloficinas, as ciclocozinhas, as massas miúdicas, queremos fazer bike-buses para os escuteiros e escolas, cursos de condução, passeios temáticos, trabalhar em conjunto com a Junta de Freguesia para melhorar as condições para a utilização da bicicleta na nossa terra. 

 Vai ser uma tarde em cheio, para graúdos e miúdos.

Mas para isso acontecer TENS que aparecer!



 

Uma das surpresas será a apresentação de um teatro Kamishibai por um casal de palhaços ciclistas ingleses.

Kamishibai (紙芝居), que traduzido do Japonês quer dizer "drama em papel", é uma forma de contar histórias que data do séc. XII. Monges budistas japoneses usavam emakimono (rolos de papel) para contar histórias com lições morais para uma audiência maioritariamente iliterada. 


Esta forma de contar histórias perdurou no tempo durante séculos, mas foi durante a recessão dos anos 20 do século passado que teve o seu apogeu. A necessidade de ganhar alguns trocos fazia com que contadores de histórias Kamishibai (gaito kamishibaiya) andassem de aldeia em aldeia com um pequeno palco montado sobre uma bicicleta. Utilizava dois pedaços de madeira chamados hyoshigi para anunciar a sua chegada. As crianças que lhe comprassem guloseimas ficavam sentados nos melhores lugares da plateia. ;o)

Assim que a audiência estava bem composta, o contador de histórias encenava uma peça composta por vários cartões ilustrados que ele ia retirando do palco. As histórias normalmente tinham sequência para que prender a audiência até que este voltasse à aldeia. Em 1950, com o aparecimento da TV este modo de contar histórias foi se tornando obsoleto até que um recente revivalismo fez com que seja muito utilizado em bibliotecas e escolas japonesas para contar contos e ensinar filosofia. 

Simples e bonito...tal e qual a bicicleta!






Pedalar por....gosto

Muito bom o último post da bikeyface em linha do que escrevi em 2008, que teve honras de repetição em 2012.


Pedalar por gosto!


Biclas de carga para todos os gostos

Para quem desconhece o maravilhoso mundo das bicicletas de carga, eis um catálogo com links para o que existe em todo o mundo! (ponham o tradutor a bombar pois está em alemão)
 

Projecto CARMA

Estou sem palavras...muito, mas mesmo muito bom!






XTRACYCLE POWER

Hoje, depois de 4 anos de muita "porrada" e carga transportada um dos velcros de um dos free-loaders saltou!

é OBRA!

Não me canso de falar do kit Xtracycle que coloquei na minha Timberlina e no ganho que tive com ele! 

à procura dos primeiros posts que fiz sobre este kit, deparei com um review dividida por 7 temas que fiz que continua atual.

Juntei-os aqui:










Para além de outros "Kung-fus"





E o turismo com família!


ah e tal e se formos dar uma voltinha de xtra e encontrarmos uma amiga 
e a queremos convidar para brincar em casa?

No prob!





Bitchy tutorials

A malta da Officine Sfera estão a fazer uns tutoriais de mecânica filmados! 
É sempre um prazer aprender!! ;o)

Manutenção do guiador: 


Verifica a tensão da corrente:


BITCHY TUTORIAL VOL.2 "CHECK YOUR TENSION" from GASH-ROUGE on Vimeo.

e não esquecer o selim!


BITCHY TUTORIAL VOL.3 "SADDLE UP" from GASH-ROUGE on Vimeo.




Artista da bicla


Linsey Pollak, é um artista australiano que constrói os próprios instrumentos para fazer música. Tem um espectáculo chamado cycology em que utiliza uma bicla...muito show!

Upcycling

Carros são tão séc. XX!

Mas o que fazer a tanta sucata que existe? 
Fazer um upcycling e transformá-los em biclas! porque não?



É verdade..



"Vá lá, a loja já fechou há uma hora. Acabas isso amanhã"

"Está quase...ainda tenho vento nas minhas velas.
Se pedalar me ensinou algo é que é mais fácil manter o momentum do que arrancar de parado."
Em 2008 postei esta tentativa de perceber o porquê da minha escolha em andar de bicicleta.
Quatro anos mais tarde, encontro uma tradução de um ditado oriental que o explica na perfeição e que eu transporto para aqui:




Um mestre ZEN viu 5 dos seus discípulos a retornarem do mercado a pedalar nas suas bicicletas.
Quando desmontaram, o mestre pergunta aos discípulos: "Porque é que vocês estão a pedalar nas vossas bicicletas?"

O primeiro discípulo respondeu: "A bicicleta serve para carregar este saco de batatas. Fico contente por não ter que carregá-las nas minhas costas". O Mestre louva o discípulo dizendo: "és um rapaz inteligente. Quando envelheceres não vais andar curvado como eu".

O segundo discípulo respondeu: "Eu adoro olhar para as árvores e os campos enquanto pedalo pelo caminho abaixo". O mestre elogia o discípulo: "Os teus olhos estão atentos e tu vês o mundo".

O terceiro discípulo respondeu: "Quando eu pedalo na bicicleta, fico contente e recito daimoku - nam myoho rengue kyo" . O mestre louvou o terceiro estudante, "A tua mente vai rolar suavemente como uma roda acabada de ser feita"

O quarto discípulo respondeu: "Pedalando na minha bicicleta, eu vivo em harmonia com todos os seres vivos". O mestre ficou agradado e disse "Estás a pedalar no caminho dourado da não-violência".

O quinto discípulo respondeu: "Eu pedalo na minha bicicleta por pedalar". O mestre sentou-se aos seus pés e disse-lhe "Eu sou seu discípulo".

Tão verdade...


"Primeira fronte fria do ano e uma vez mais..."
"...visto-me para o primeiro kilómetro em vez do último"

MAMACHARI

Exemplo do transporte de crianças na bicicleta de um dos países mais desenvolvidos, o Japão.

As "bicicletas de cidade" japonesas, biclas utilitárias utilizadas por muita gente para transportar compras, animais, crianças, etc. são conhecidas por MAMACHARIS. 

A cycle.li.cious tem um post interessante sobre estas biclas cujo nome é a contração de MAMA e CHARIOT.  

Substituam as biclas por carros e parece a entrada da escola dos meus filhos...*sigh* (safety in numbers...)