Campanhas segurança rodoviária
Que parvo que eu sou!
Em vez de música de intervenção parece-me uma música fatalista, que reporta o sentimento de reclamação inata de toda a gente hoje em dia. Estudei e agora onde está o meu emprego?? Há muito desemprego, não consigo ganhar dinheiro, adio tudo menos o pópó, que como é ESSENCIAL está a ser pago às prestações (a média europeia de jovens com menos de 30 anos com carro novo é de 11%, em Portugal atinge os 20%).
A vida não é fácil, há muita coisa mal feita e muita injustiça, mas há que ser pro-activo, ir construindo o seu futuro em vez de ficar à espera e ir reagindo!
Os homens da luta pegaram e bem nesta música e fizeram o "Que esperto que eu sou"
Transcrevo um comentário desta notícia do Expresso assinado por Miguel.c.g:
"reflexo, de um reflexo, de um reflexo...
e de quem ? De quem é que a música dos Deolinda era afinal um hino ?
A democratização do ensino foi umas das grandes vitórias da nossa jovem democracia.
Obrigado Vasco, obrigado Jel. "
Take the red Pill (parte I)
"Imagina-te pertenceres a uma maioria, e uma minoria poderosa conseguir alterar as leis de forma a limitar-te um direito essencial. Depois disso prosseguem a abusar dos teus direitos remanescentes e tornam a tua vida insuportável. Em resultado disto, algumas décadas mais tarde a tua maioria torna-se uma minoria.
Não é preciso imaginar um cenário hipotético, aconteceu com os peões e numa de uma forma menos limitada aos ciclistas nos Estados Unidos (e um pouco por todo lado) desde os anos 20 do séc. XX.
Desde os finais da década de 1910 e toda a década posterior os automobilistas eram um grupo pequeno mas influente (os mais ricos e socialmente bem colocados) e em rápido crescimento.
O livro “Fighting Traffic: The Dawn of the motor age in the American City” de Peter Norton documenta as alterações da percepção da estrada nesses anos. Ele descreve como uma minoria de utilizadores da estrada se mexeram para alterar convenções aceites desde há muito tempo que determinavam a forma como as ruas eram utilizadas. Exactamente o que hoje acontece mas de forma inversa pelos defensores dos direitos dos peões e ciclistas.
A tal minoria de ricos possuidores de automóveis, estavam limitados a circular a velocidades de 12 a 16 Km/h (8 a 10 M/h) nas cidades. Os peões tinham por direito a total liberdade de utilização da estrada desde que esta figura existia. Até esta altura tinham que a partilhar com outros utilizadores relativamente lentos: gado, cavaleiros, carruagens, carroças e mais recentemente ciclistas (há que notar que quando apareceram, os ciclistas eram vistos como uma perigosa adição aos utilizadores da rua, assustando cavalos e atropelando peões).
A introdução de veículos rápidos e pesados nesta mistura caótica existente resultou num aumento alarmante de fatalidades, a sua maioria peões. Nos Estados Unidos, com apenas 7,5 milhões de carros nas estradas houve 11000 fatalidades em 1920 (1 morte por cada 680 veículos por ano). Cerca de ¾ eram peões e a maioria crianças. Para comparação, actualmente existem 250 milhões de automóveis e camiões nas estradas norte-americanas e uma quantidade de fatalidades rodoviárias que varia entre os 35000 e os 4000, o que resulta num rácio de 1 morte por 6000 veículos por ano. Destes 5000 são peões e ciclistas.
Relativamente a um século atrás o sistema actual é bem mais seguro, mas não evoluiu muito nas últimas 3 décadas. Aliás, os números só não têm subido mais devido às medidas de segurança passivas (air-bags, EPS, ABS, etc.) e à melhoria da resposta do sistema de emergência.
A polícia, nessa altura tinha como percepção do seu papel a manutenção da ordem. De acordo com Peter Norton, a segurança vinha primeiro, e a resolução de congestões de tráfego não era sequer da sua competência. Aliás, engarrafamentos de trânsito eram vistos como formas de diminuir as velocidades e assim diminuir a severidade dos danos em caso de colisões. Mas os interesses económicos e do crescente mercado automóvel desejavam ver aumentado o fluxo de veículos e inventaram novas regras e toda uma nova parafernália (aparelhos, sinalética, etc.) para controlar o tráfico. Cada cidade tinha as suas regras e aparelhos, tornando a circulação muito confusa para quem circulava de cidade em cidade.
Interesses automobilistas muitas vezes trabalhavam em conjunto com direcções locais de segurança no sentido de defender o mais frágil dos condutores imprudentes.
Mas as coisas mudaram drasticamente em 1923, quando a cidade de Cincinnati no Ohio ameaçou passar uma lei que tentava impor estranguladores de potência na produção de motores de modo a limitar a velocidade máxima a 25 Km/h. À imagem de um grupo de ciclistas no fim dos anos 80 que se juntaram para se opor a uma lei que proibiria a circulação de bicicletas nas estradas rurais no Texas, os automobilistas e interesses na área reuniram-se e criaram uma oposição forte. Não há como uma ameaça para que a malta se organizar.
Perante esta ameaça, reclamava-se que uma nova era chegara e que impunha novas maneiras de pensar e de agir. A liberdade era o mote principal e que quanto menos leis melhor. Virou por completo a noção de “perigo” e “direito” na estrada: comportamentos negligentes como a velocidade excessiva por parte de automobilistas passaram a ser vistos com condescendência e o andar descontraído na estrada por parte de um peão, algo que fizera nos últimos séculos, passara para a categoria da “negligência”.
Parte da estratégia passou pelo evitar a diferenciação entre “grupos” (automobilistas, ciclistas, peões) e focar em comportamentos (conduzir, pedalar, andar). É aceitável criticar um mau comportamento, mas não criticar um grupo de pessoas por associação ao mau comportamento. O ponto crucial desta estratégia seria o facto do carro poder ser ou não considerado “inerentemente perigoso”. Caso fosse, independentemente das acções individuais dos condutores eles seriam culpados pelo factor “utilização de um objecto perigoso”. Mas uma vez mais o lobby automobilístico ganhou esta discussão, não com argumentos racionais mas com propaganda.
Foram lançadas campanhas de culpabilização das vítimas. Os peões recebiam o ónus de uma colisão. E como não existiam códigos da estrada uniformizados, esforçaram-se para o fazer com altas representações nos comités criados para a sua realização. O lobby automóvel tinha apoios do topo enquanto que os peões não tinham representação pois não existia na altura nenhuma organização que os defendesse. Sem surpresa, o novo código limitava os peões aos passeios e passadeiras. E planeando a longo prazo, a propaganda foi introduzida nas escolas ensinando as crianças que as ruas eram para os carros, não se podia brincar lá. Nas ruas as novas alterações causavam conflitos absurdos com a polícia com apreensões por desrespeito à lei.
Mais tarde e com a introdução de semáforos, os polícias já não eram necessários nos cruzamentos. Infelizmente para os peões isto significava que não existiam polícias para fazer valer o seu direito de passagem nas passadeiras. Os automobilistas começaram a utilizar o factor medo, assustando os peões com o seu tamanho e velocidade para passarem na sua vez. Isto acontecia numa altura em que existiam 19 milhões de carros contra os 114 milhões de habitantes. Mesmo em tão pouco número os automobilistas tinham o poder da lei e do lobby do petróleo do seu lado.
Impressiona a velocidade com que as coisas mudaram. Em poucos anos os peões passaram de donos e senhores das estradas para uma maioria marginal.
No princípio dos anos 20 a gasolina passou a ser taxada. Esta medida foi inicialmente condenada, mas em poucos anos aperceberam-se que o facto de pagarem pela utilização de combustível trouxe aos automobilistas não só mais espaço de rodagem como uma maior força para reclamar a posse desse espaço. A percepção da estrada passou de “espaço público” e “infra-estruturas viárias geridas pelo estado para o bem colectivo” para uma “comodidade” paga pelos seus utilizadores. Peões, ciclistas e outros utilizadores não motorizados, que não pagam por esta “comodidade” passaram a ter menos uma razão para reclamar a estrada.
O passo seguinte foi a criação de vias rápidas e auto-estradas no fim dos anos 20. A ideia era a de criar vias desenhadas de modo a aumentar a segurança dos utilizadores, mesmo aqueles com poucas competências de condução. Basta ver uma via rápida hoje em dia para verificar como a questão da segurança é posta de lado.
Os ciclistas são considerados danos colaterais. Nem são mencionados por Norton. Os adultos americanos substituíram a bicicleta pelos carros e só nos anos 1970s, com a invenção da BTT com qualidade de construção e múltiplas velocidades, é que voltaram a pegar nela.
As novas vias rápidas não ajudaram nesse processo. As altas velocidades praticadas pelos automobilistas somadas a leis de “circulação mais à direita possível” foram empurrando os ciclistas literalmente e figurativamente para a berma, onde não sofriam tanto com o stress e o risco de levarem razias de automobilistas obcecados pela velocidade e pelo tempo.
Para finalizar o ramalhete, eram constantemente lembrados de que são intrusos em estradas alheias. Num estudo realizado pela Florida Bicycle Association, era comum os automobilistas dizerem que “as estradas pertencem aos automobilistas; os ciclistas e os peões deviam afastar-se do caminho o mais possível”.
As forças policiais deixaram de proteger utilizadores vulneráveis, defendendo os seus direitos, para passarem a afastá-los das estradas. Hoje em dia, os polícias dão mais importância à proibição de pedalar em grupo do que a questões relacionadas, por exemplo, com a falta de iluminação que poderão ter um impacto maior numa possível colisão, pois a primeira atrapalha o trânsito dos “donos” da estrada.
A questão com os peões é a mesma. Numa discussão com um polícia ele dizia “que não ia parar 6 faixas de automobilistas para um peão atravessar a estrada para ir comprar um gelado ao outro lado”. Nós vemos agentes policiais a focarem-se mais nos peões que “andam a pastelar” do que nos automobilistas que não param nas passadeiras. Atrasar automobilistas é evidentemente um pecado original. "
TO BE CONTINUED…
[T]he automotive city took back much of the freedom it promised….[W]hen street users are free to use cars, the freedom of all street users (including motorists) to use anything else is diminished. A city rebuilt (socially and physically) to accommodate cars cannot give street users the good choices a truly free market can provide.”
– Peter Norton
Brincadeiras? RECLAIM THE STREETS!!!
Mais do mesmo.
Ontem fui buscar o puto à natação. A actividade proposta pelos tempos livres da sua escola é realizada na piscina de um ginásio de renome que há lá na terrinha. Como ginásio que é a TV está sempre sintonizada na SPORT TV para o BOM DESPORTISTA, o bar só vende coisas saudáveis e lights para o BOM DESPORTISTA, os jornais e revistas disponíveis para leitura são todos desportivos para o BOM DESPORTISTA, existe uma loja que vende roupa desportiva para o BOM DESPORTISTA, cá fora tem um alta estacionamento para carros e nada para biclas para o BOM DESPORTISTA. (sou um chato do caraças).
Momento 2:
De manhã vou levar o puto à escola de bicla. Ele já quer ir na dele. Vamos passar a ir um dia por mês e depois por semana. Entretanto lá vou eu, e o ponto mais perigoso de toda a minha viagem é à porta da escola. Os pais cheios de pressa são o maior perigo na estrada para potenciais miúdos que andem de bicicleta!!!! GET REAL DADDYS! O perigo não é a bicicleta, são VOCÊS. (chato, chato, chato).

Saio da escola e sigo caminho. Em frente à escola há passadeiras, paragens de autocarro, semáforos e uma proibição de circular a mais de 40Km/h. Um sinal que se ilumina sempre que detecta alguém o faz, (não sei como ainda não fundiu) para além de um semáforo que também fica vermelho, mas ninguém cumpre. No fim desta recta há uma segunda passadeira onde hoje foi atropelada uma criança. É a segunda que eu vejo desde que começou o ano lectivo (há duas semanas).
Um pouco mais abaixo apanho um carro que me ultrapassou com toda a "bisga" perto de minha casa, antes de eu ir entregar o Gugas à escola. Ali não vale a pena andar mais depressa. Todos ficam presos no trânsito e acabam por demorar uma carrada de tempo. PARA QUÊ ANDAR MAIS DEPRESSA? É PRECISO MORRER UMA CRIANÇA PARA SE CUMPRIR? PARA ANDAR A POLÍCIA A PATRULHAR QUEM ALI PASSA? Eu sou e continuo a ser chato. E esta mensagem vai ser entregue à PSP, à escola e à Junta de Freguesia.
Os Zé ninguéns que adoram a vaca sagrada têm um chefão à sua altura, bem analisado pelo Bessa aqui.
Para quem não quer ser Zé ninguém, um pouco de informação sobre ciclovias por quem anda de bicicleta, o César aqui.
Veneno na língua...

10 estratégias para manipulação mediática
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto...
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No decorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

TPs em falência técnica
*ler em tom de ironia!
Texto do Nuno Xavier na lista pública da MC-Lx, imperdível:
"Todas as multas aplicadas a automobilistas, portagens, impostos sobre os carros e produtos petrolíferos, IVAs, etc somados e elevados ao quadrado não chegam para pagar os custos que a opção pelo automóvel particular tem para a sociedade....
Basta consultar o orçamento do estado para um ano e ver o que se gasta em construção de estradas, manutenção das mesmas, concessões, etc.
E enquanto uma parte desses custos é imputada a quem usa automóveis, outra recai sobre todos nós através dos impostos que pagamos - não será essa uma grande injustiça?
E os custos indirectos - os acidentes, poluição, degradação do património, perda de terrenos produtivos, desinvestimento nos TP, perda de qualidade de vida? Quem paga isso? Todos nós novamente, mais uma grande injustiça...
Sendo passados todos os custos directos e indirectos e todas as externalidades causadas pela utilização do automóvel para o seu custo de utilização, não estamos a promover injustiça mas sim justiça, equidade e acima de tudo educação dos cidadãos para formas de transporte mais eficientes.
Assim se promovem cidades compactas e eficientes, agradáveis de se viver e seguindo modelos provados há milhares de anos, e basta de subsídios encapotados à utilização do automóvel particular e aos promotores imobiliários de empreendimentos onde Judas perdeu as botas, cujo modelo de negócio só funciona porque o estado assume custos enormes para garantir acessibilidade automóvel aos mesmos, achando que se vai gerar receita futura em impostos que cubra esses custos - como temos visto esse modelo não funciona a partir do momento em que toda a gente adere a ele e deixa de haver recursos energéticos para o sustentar...
Outras opções de transporte e de vida além dos subúrbios auto-mobilizados temos todos, é uma questão de capacidade de adaptação e de não sermos comodistas.
O povo português sofre é de uma auto-esclerose em estado avançado, da qual já percebemos os sintomas, alguns já fizeram o diagnóstico e todos estamos a pagar!"
Fear of cycling....
Series:
Fear of Cycling - Part 01 - Introduction
Fear of Cycling - Part 02 - Constructing Fear of Cycling / Road Safety 'Education'
Fear of Cycling - Part 03 - Helmet Promotion Campaigns
Fear of Cycling - Part 04 - New Cycling Spaces
Fear of Cycling - Part 05 - Making Cycling Strange
sublime...a seguir!
Já tenho os meus...
Concertos, ecologia, juventude......
Ao tomar o pequeno-almoço ouvi na ant3na que a Delta tinha muitas preocupações ambientais na organização do festival Delta-tejo. Pensei no caso do Alive! e pensei em articulação com transportes públicos (carreiras mais tardias, para mais locais, etc.), promoção da não-utilização de transporte individual, para além de outras medidas e fiquei atento. Falou o vice-presidente da Delta que andaram a investigar uma maneira de retirar a membrana plástica dos pacotes de açúcar e torná-los bioedgradáveis e terem utilizado papel recíclado na publicidade..... enfim, coisas boas, mas as cenas mais fáceis, básicas e baratas nunca são implementadas!!!
(parece uma discussão que tive com um senhor que foi fazer uma demonstração lá em casa, sobre a redução de emissões poluentes. Dizia ele que o que eu pretendia, a redução da utilização de automóveis era irreal, quase utópico. Deu o exemplo de que um senhor no norte do país inventou um aparelhómetro que instalando no motor de um automóvel reduzia para metade o consumo deste. Rematou com um "épá, era o estado a pagar a produção disto e colocar em todos os automóveis. Isso são medidas concretas e sérias". Fiquei com cara de enterro e disse que se cada uma das pessoas desse boleia a outra reduzia o consumo para metade. Isto é utópico?? E eu é que sou burro??)
Entretanto, ainda na Ant3na a locutora Cláudia Semedo queixou-se de que no Alive! viu-se desgraçada para estacionar o seu pópó. Escusava de ter ouvido um "havia uma estação de comboios mesmo ali ao lado" do seu colega José Mariño. Lá se desculpou, de que de onde vinha não havia estações de comboio, e de que à noite é tramado para uma rapariga andar sozinha na rua, e de que não tinha arranjado companhia. eheh Gosto muito da Cláudia Semedo, gosto da sua voz. Se quiser companhia, arranja-se uma bicla! ;o)
Pensei num projecto interessantíssimo. Fornecer um serviço de estacionamento gratuito e seguro para biclas em concertos recebendo em contrapartida a promoção da utilização de bicicletas no anúncio do concerto......a associação começa a ter pernas para andar!!
Copenhagen em 2015
Numa participação pública elaboraram esta lista com as pretensões dos seus habitantes:
"The City in 2015 - how does it look?"
A CYCLING MEKKA
Cyclists have conquered the streets
There are few accidents
There is room for both fast and slow cyclists
Cyclists get a tax break for riding
The main boulevards are now underground tunnels for cars.
INFRASTRUCTURE
Cycle tunnels under and bridges over the harbour
Bike paths all the way along the harbour, on both sides
Bike motorways straight to the city centre
Cycling allowed in all green areas (some parks are bike-free zones)
Three lane bike lanes for different speeds
Green Wave system on all traffic lights
LIFESTYLE
Trendsetting bike design
Bikes that symbolise who I am
Our City Bikes are gorgeously designed
EXPERIENCES
Beautiful routes with great views
More trees planted along bike routes
More bike events
SERVICE
Creation of service stations along bike routes where you can pump your tyres and charge bike lights
The City loans out free bikes
Free City Bikes to all Copenhageners
Free bike lights
Mandatory warning sounds on busses when turning
BEHAVIOUR
Cycling courses for locals and tourists
A city without bike locks
No bikes left behind
Everyone checks over their shoulder before turning
Cycling training tracks for kids
Everyone is friendly and smiles
PARKING
Many smart bike racks
Fantastically gorgeous bike parking
Newly-invented multistory bike parking
Bike racks with attached service centres
More covered bike racks.
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Isto para mim é simplesmente espectacular. E acredito que somos capazes de melhorar as condições para os ciclistas se nos juntarmos, se fizermos massa crítica e se estivermos mais no terreno.
Estou tentado e tenho estado a falar com amigos, em criar uma associação de "bike advocacy" como existe pelo mundo civilizado fora. Tentar arranjar um espaço físico, não só virtual, onde se pode conversar, convencer, voluntariamente arranjar bicicletas, aconselhar, enfim dar PODER a quem pretende usar a bicicleta no dia-a-dia. A minha cabeça anda a fervilhar e vou-me pôr a mexer para ver se tenho ajudas da junta de freguesia de onde vivo para montar um projecto deste género. Toda e alguma ajuda é bem-vinda.
Já é altura de começarmos a ter estas e outras preocupações:
Massa crítica ou "Ciemmona" em Roma
BICICLETADA
"Os carros fazem fumo, a bicicleta não" é o que ele diz. ;o)
Quando construírem cidades para crianças, aí sim vamos ter cidades agradáveis e com qualidade de vida.



